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Um artigo publicado no Journal of Clinical Investigation, da autoria de Susan Pacheco professora de pediatria na universidade do Texas, aponta os efeitos negativos que as alterações climáticas vão ter na saúde infantil.

Segundo o referido artigo, o aumento das ondas de calor e incêndios pode levar ao aumento da mortalidade, assim como a escassez de alimentos pode originar o aumen9to da desnutrição e de doenças transmissíveis.

A autora vai mais longe e aponta também consequências a nível psicológico e mental, exemplificando com o Furacão Maria que ocorreu em Porto Rico em 2017, e após o qual muitas crianças e respectivos adultos cuidadores manifestaram traumas e stress pós-traumático. “Algumas pessoas não foram capazes de responder às exigências físicas e emocionais que este desastre impôs aos seus filhos”, escreve a autora.

Os efeitos negativos na saúde infligidos pela crise climática podem começar ainda com o bebé no útero, devido ao stress que a mãe sofre, má nutrição, exposição à poluição do ar e exposição a eventos climáticos extremos causados ​​pelas mudanças climáticas.

Estudos a mulheres que viveram inundações durante a gravidez, relacionam o evento traumático com situações como parto prematuro e peso baixo do bebé no nascimento. Neste artigo, Susan Pacheco alerta para o facto de que as mulheres grávidas expostas às alterações climáticas sofrerem de stress, doenças respiratórias, má nutrição, aumento de infecções e doenças associadas ao calor.