Um novo estudo procurou identificar os fatores que, durante a adolescência, podem prever as pessoas que têm mais hipóteses de terem uma vida romântica satisfatória.

Ora, a pesquisa demonstrou que o progresso nas principais tarefas de desenvolvimento, incluindo a habilidade de estabelecer expectativas positivas e de ser assertivo de forma apropriada aos 13 anos, a capacidade de criar amizades próximas e manter relações com uma gama variada de pessoas entre os 15 e 16 anos e a aptidão de formar e manter amizades estáveis e duradouras entre os 16 e os 18 anos, vaticina a satisfação de vida aos 30 anos.

Outros resultados do estudo sugerem um papel central das competências não-românticas, nas amizades, como preparação para uma gestão bem-sucedida das futuras dificuldades da vida romântica adulta. Ou seja, algumas qualidades ligadas à experiência romântica durante a adolescência (experiência sexual e de namoro, atracção física), não estão relacionadas à futura satisfação.

De acordo com os investigadores, as habilidades sociais apreendidas ao longo das amizades com jovens do mesmo sexo são essenciais para ter sucesso em relações românticas no futuro. Atributos como assertividade, intimidade e estabilidade costumam, segundo o estudo, ser desenvolvidas entre indivíduos do mesmo género durante a juventude.

No decorrer da pesquisa, os profissionais entrevistaram e observaram pessoas entre os 13 e os 30 anos de origens raciais, étnicas e socioeconómicas diferentes. Os cientistas tiveram em conta as narrativas dos participantes sobre a qualidade dos seus relacionamentos, fundamentadas nas opiniões dos amigos mais próximos.