Cientistas da Universidade da Califórnia, EUA, encontraram agora provas de que no segundo trimestre de gestação, os bebés no útero podem detectar luz, apesar de os olhos não poderem ver imagens.

Esta descoberta pode indicar que as células sensíveis à luz activas na retina podem desempenhar um papel maior no olho e cérebro em desenvolvimento do que se acreditava anteriormente. Tudo porque se pensava que estas células fossem simples interruptores que existiam para seguir os ritmos circadianos das 24 horas do dia – diferenciar o dia da noite.

Mas este grupo de cientistas sugere que estas células comunicam entre si e são parte integrante de uma rede que confere à retina mais sensibilidade à luz do que se pensava, o que pode aumentar a influência da luz no comportamento e no desenvolvimento do cérebro.

“Dada a variedade destas células e uma vez que se projectam para muitas partes diferentes do cérebro, interrogo-me se estas desempenham um papel na forma como a retina se liga ao cérebro “afirma Marla Feller, docente de biologia molecular a propósito da divulgação destas conclusões. “Talvez estas células tenham alguma influência em comportamentos não visuais e possam explicar questões como enxaquecas provocadas pela luz ou a razão pela qual a luz funciona como terapia para a depressão”.