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O fornecimento de óvulos de uma mulher é finito e, por essa razão, é fundamental garantir a qualidade do material genético. Novos estudos realizados no Instituto Carnegie (EUA) apontam para um mecanismo que tenta eliminar óvulos de qualidade inferior.

Há 50 anos que a comunidade científica tem conhecimento de que, nos mamíferos, até 80% de potenciais óvulos são eliminados durante o desenvolvimento fetal através de um processo designado por atrito de oócito fetal, mas cujo funcionamento ainda está envolto em algum mistério.

A novidade é que vários estudos realizados pelo Instituto Carnegie sugerem que os óvulos eliminados são os que não garantem qualidade a nível genético e que esta eliminação está relacionada com o gene LINE-1. Este gene move-se no ADN e, por vezes, é responsável pela introdução de inovações genéticas que melhoram a sobrevivência de uma espécie.

A equipa de investigadores deste estudo afirma que a eliminação biológica dos óvulos não diminui a fertilidade, uma vez que se trata de um processo de “controlo de qualidade”. No entanto, são necessárias mais pesquisas neste campo para perceber de que forma estas descobertas podem ajudar a combater a falência ovárica prematura.