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De acordo com um estudo publicado pela revista científica Sex Roles, crianças de vários pontos do mundo associam o poder ao sexo masculino. “Nas interações entre figuras masculinas e femininas, as crianças têm a tendência para associar o indivíduo que domina ao masculino”, afirmou Jean-Baptiste Van Der Henst, do Instituto de Ciências Cognitivas Marc Jeannerod e um dos autores do estudo à agência noticiosa France Presse.

Nesta pesquisa, que contou com um universo de 900 crianças da faixa etária compreendida entre os três e seis anos, foi exibida uma folha com duas figuras sem género definido, mas em que uma está numa posição dominante e a outra em posição de submissão. Segundo Van Der Henst, “a partir dos quatro anos, uma maioria significativa das crianças considera que a figura dominante é um rapaz”, independentemente de serem originárias do centro da Europa ou do norte de África.

Noutra fase da experiência, as crianças foram interrogados sobre com qual das figuras exibidas se identificavam. Os rapazes referiram maioritariamente a figura masculina enquanto as raparigas se identificaram com ambas as figuras.

Jean-Baptiste Van Der Henst conclui que “temos, a nível global, uma tendência para associar masculinidade e poder mas com variações no género dos participantes em certas experiências”.