Nunca é demais avisar que no verão, quando cresce a vontade de ir a banhos, também, de sol, os cuidados com os olhos «devem ser redobrados», para evitar desenvolver problemas oculares.

Porque prevenir é sempre o melhor remédio, a Sociedade Portuguesa de Oftalmologia (SPO) avisa para os perigos procedentes da consequente subida da intensidade da luz solar e dos raios ultravioleta (UV). O médico oftalmologista da SPO, Nuno Campos, faz referência para o facto de «as pessoas mais expostas à luz solar» terem uma maior disposição «para desenvolverem certo tipo de doenças oculares».

Por isso, evite a exposição solar entre as 11h00 e as 16h00, intervalo de horas em que a exposição aos raios UV é bastante mais elevada. Tenha uns óculos de sol, idealmente, com lentes de proteção UV 100 por cento ou com a maior percentagem possível. Também, se deve fazer acompanhar por óculos apropriados nas piscinas e por um chapéu ou boné, pois estes são uma barreira adicional sobre a radiação solar direta.

As crianças até aos 5-6 anos devem usar essencialmente bonés e chapéus com pala. Só a partir dos 6 anos, em que já têm alguma maturidade, devem usar óculos de sol adequados à sua idade.

No caso de se encontrar medicado, o cuidado deve ser redobrado, porque os seus olhos podem estar mais sensíveis à luz solar. Tenha em atenção o caso de medicamentos fotossensíveis, por exemplo, alguns anti-histamínicos, antibióticos ou antidepressivos.

Nuno Campos avisa ainda que «se deve procurar imediatamente um oftalmologista caso, após exposição solar, sejam sentidos alguns destes sintomas: olhos vermelhos; ardor; sensação de corpo estranho ou uma visão enevoada.