Os mimos representam o primeiro meio de comunicação entre os pais e o bebé, fortalecendo assim os laços afectivos da família.

“Aqueles que passam por nós, não vão sós, não nos deixam sós. Deixam um pouco de si, levam um pouco de nós.”
Saint-Exupéry

Os mimos representam o primeiro meio de comunicação entre os pais e o bebé, fortalecendo assim os laços afectivos da família.
Mas será que com o crescimento da criança os mimos vão perdendo valor ou importância? Não nos parece. Os especialistas não têm qualquer problema em defender que os mimos, e por arrasto, os afectos, não prejudicam nem estragam as crianças. Pelo contrário, mantêm, reforçam e fortalecem os importantes laços estabelecidos entre pais e filhos.

A questão com que muitos pais se deparam é se estão a dar mimo demais. Enquanto mãe defendo que tal não acontece, o mimo nunca é demais. Apesar de acreditar piamente nisso, se virar a moeda consigo ver a outra face e perceber que é fundamental não esquecer a disciplina nem a qualidade desses mimos. Mimar não é permitir tudo, mimar não é desresponsabilizarmo-nos da nossa posição de pais. Mimar também é impor limites, mimar também é responsabilizar os nossos filhos pelos seus actos. Mimar também é dizer não. Não é o excesso de afecto que estraga as crianças, é sim a falta de disciplina.

É importante que nunca nos esqueçamos disso. Como é importante ter a percepção de que nada substitui o abraço ou o beijo que se dá quando se deixa a criança na escola ou quando acontece o reencontro ao fim do dia. Mime os seus filhos seja de que idades forem e deixe-se mimar por eles. Eles vão agradecer e você também.

Por Sandra M. Pinto
Directora de Redacção