Foca-monge-do-mediterrâneo na Madeira. Crédito: Nuno Sá.

A foca-monge-do-mediterrâneo (Monachus monachus), o mamífero marinho mais ameaçado da Europa, conheceu agora um crescimento da sua população. Com vista à sua conservação, a Associação Europeia de Mamíferos Aquáticos (EAAM) reforça o seu compromisso, que através da organização grega MOm (Sociedade Helénica para o Estudo e Proteção da Foca-monge), vai reabilitar crias resgatadas desta espécie e possibilitar a sua reintrodução na natureza.

Facilmente observada em todos os países do Mediterrâneo e ao longo da costa Africana, a foca-monge-do-mediterrâneo desapareceu quase por completo. Devido aos esforços de várias organizações internacionais e a um importante trabalho de sensibilização, verificamos a inversão desta tendência. A caça acidental através das redes de pesca e a degradação das praias onde as progenitoras têm as suas crias são as piores ameaças.

A EAAM criou atividades de resgate e reabilitação, que serviram para a recuperação de dezenas de indivíduos desta espécie seriamente ameaçada de extinção. Para continuar e melhorar esse trabalho, propõe-se também a financiar uma bolsa de estudos de um estudante europeu pela sua colaboração com o MOm, no resgate e reabilitação de crias de Foca-monge-do-mediterrâneo.

A União Internacional para a Conservação da Natureza (IUCN) planeia realizar em 2020 a primeira reavaliação do grau de ameaça da espécie. Essas reavaliações são particularmente importantes no contexto das alterações climáticas.