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Existe pouco conhecimento sobre a forma como as mulheres com gestações de alto risco gerem o stress emocional e a ansiedade causadas por esta situação. Mas um estudo recente, realizado por investigadores da Universidade norte-americana de Rutgers e publicado na revista Psychology of Women Quarterly, alerta para a necessidade de apoio psicossocial, de forma a diminuir os riscos associados.

Os dados existentes indicam que 15% das gestações no mundo são consideradas de alto risco, com probabilidades maiores de parto pré-termo entre outras condições. Esta investigação indica agora que manter o stress e a ansiedade mais controladas, através de apoio emocional, é crucial para reduzir as probabilidades de parto prematuro.

Através do seu estudo, os investigadores descobriram que sem apoio profissional, as mulheres com gestações de alto risco adicionavam ainda mais stress a uma situação já de si complexa, aumentado as probabilidades de todos os riscos que correm. Neste estudo participaram mulheres com idades compreendidas entre os 21 e 42 anos que foram interrogadas sobre a forma como geriam as suas emoções e como interpretavam as recomendações dos médicos e familiares.

“Constatámos um factor comum: as mulheres tentavam forçar-se a sentir certas emoções como o pensar positivo, mas surpreendentemente não tinham sido informadas sobre como o fazer ou como se acalmar”, explica Judith McCoyd, principal responsável por esta investigação. Por esta razão, a investigação recomenda intervenção profissional, com terapias de visualização, mindfulness e trabalho cognitivo comportamental para ajudar as mamãs a ficarem mais tranquilas.