Garantir o conforto e a segurança do bebé são as principais preocupações dos pais. A Deco preparou um dossier, onde reúne toda a informação necessária para tomar as primeiras decisões. Comecemos por uma necessidade básica: as fraldas.

As fraldas descartáveis são as mais práticas. É fundamental comprar as que retenham a maior quantidade de líquido, para evitar a irritação da pele.

Fraldas: descartáveis ou reutilizáveis?

Quando os bebés são pequenos, as fraldas têm de ser mudadas muitas vezes, porque são alimentados com mais frequência. Até aos 9 meses, chega-se a mudar a fralda 6 a 8 vezes por dia. Os bebés de 18 meses a 2 anos exigem “apenas” 4 a 6 fraldas diárias. Naturalmente, a alimentação do bebé dita as regras e não se pode estabelecer um padrão único. Feitas as contas, ao longo dos primeiros 2 anos e meio de vida, é bem provável que o bebé venha a usar 5 a 6 mil fraldas. Equacione a melhor fralda para o bebé e o impacto ambiental e financeiro da escolha.

Numa fralda, o desafio é garantir que retém a maior quantidade de líquido, para que não passe para a pele mais sensível do bebé, prevenindo a sua irritação.

Fraldas descartáveis

São as mais práticas e a escolha da maioria dos pais.

A fralda descartável é composta por elásticos, essenciais para prevenir fugas durante o sono; uma camada absorvente de celulose, para reter o chichi na fralda; por bandas elásticas, uma barreira para as fugas de chichi, sobretudo quando o bebé se mexe, e por uma camada de plástico. O polietileno isola os líquidos no interior da fralda, os adesivos ajustam a fralda ao corpo e o núcleo central está impregnado com um material de grande capacidade de absorção.

Os fabricantes têm reduzido a quantidade de matéria-prima, nomeadamente no polietileno para revestir a fralda e a espessura da celulose. Na maioria das fraldas, a celulose e o algodão são fibras de origem natural. Mas poucas se preocupam com a origem sustentável.

Por vezes, as embalagens destas fraldas exibem uma alegação sobre a presença de componentes, mas não mostram a lista de ingredientes. Se a criança for alérgica a um determinado componente, é importante para os pais e o pediatra conseguirem despistar a sua origem.

Fraldas reutilizáveis

As reutilizáveis, de material lavável na máquina, são progressivas e acompanham o crescimento da criança até aos 2 ou 3 anos. O tipo de lavagem é crucial no que respeita ao impacto ambiental: temperatura, número de ciclos de lavagem, quantidade de detergente e forma de secar. Pode reduzir este impacto ambiental, caso use o estendal e deixe a máquina de secar para último recurso. Se as guardar para uma segunda criança, ajuda ainda mais o ambiente e, em primeiro lugar, a sua carteira!

Mudar a fralda em segurança

Para mudar a fralda, escolha um local quente e agradável. Coloque o bebé numa superfície limpa e estável. Certifique-se de que tem à mão uma fralda e uma toalha limpa sob o bebé, toalhetes para limpar o rabinho ou compressas e creme hidratante ou pomada à base de óxido de zinco, se a pele estiver irritada.

A higiene das meninas e dos meninos deve ser cuidadosa e externa. Por exemplo, não limpe o interior da vagina e não levante o prepúcio, nos meninos.

Numa cama ou superfície elevada para mudar a fralda, nunca deixe o bebé sozinho. Pode mover-se e cair.

Quando descolar os adesivos da fralda usada, cole-os sobre si mesmos, para evitar que se agarrem à pele do bebé.

Não use toalhetes, se a pele estiver “assada”. Lave o rabinho só com água e sabão neutro e seque bem. Depois aplique uma pomada à base de óxido de zinco.

Bebé no bacio poupa o ambiente

Quando o bebé troca as fraldas pelo bacio, poupa a carteira dos pais e também o ambiente, porque passa a produzir menos lixo.

Dois anos e meio é a idade habitualmente considerada adequada para retirar as fraldas. Mas, a partir dos 18 meses, poderá ser possível começar a treinar o controlo do chichi e do cocó.