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No dia da Internet Mais Segura foram divulgados os resultados do Estudo Internacional de Alfabetização em Informática (ICILS), realizado em 150 países de todo o mundo, que indica que os alunos portugueses são dos jovens melhor preparados para fazer um uso responsável do mundo web.

O estudo, da responsabilidade da Associação Internacional para a Avaliação do Desempenho Educacional, analisou alunos do 8º ano de escolaridade do Chile, Dinamarca, Finlândia, França, Alemanha, Itália, Cazaquistão, República da Coreia, Luxemburgo, Uruguai e, claro, Portugal.

Neste estudo, 73% dos jovens portugueses reconhecem a importância de alterar, com frequência, as passwords de acesso e 72% dizem ter aprendido na escola a importância de verificar a origem dos e-mails e da informação recebida. Valores bastante acima da média dos restantes países que se situam nos 55% e nos 49% respectivamente.

No que diz respeito a terminar a sessão (log out), 91% dos jovens portugueses diz fazê-lo em computadores partilhados versus uma média de 81% registada nos restantes países. Já na questão das redes sociais, a Finlândia obtém melhores resultados: 88% dos jovens finlandeses dizem ter aprendido a fazer um uso responsável, sendo que 85% dos portugueses garantem o mesmo. A média dos restantes países situou-se nos 75%.

Para João Marôco, professor universitário de análise de dados e métodos de investigação que já foi responsável pela coordenação de estudos ICILS, estes resultados não são nada surpreendentes. Em declarações ao Diário de Notícias explicou que “sabemos que uma das áreas das Tecnologias da Informação e Comunicação (TIC) na qual os professores insistem é exactamente nas questões da segurança online e do ciberbullying. São preocupações das escolas e é bastante positivo que os nossos jovens estejam alerta para os perigos da vida online”.