Segundo informações recolhidas no site, “Portal da Educação”, os padrões de relacionamentos estabelecidos na escola podem causar um maior impacto sobre os padrões da adolescência e da vida adulta, do que as mudanças cognitivas nesses mesmos anos.

Entre os 6 e os 12 anos, o conceito de self torna-se mais abstrato, comparativo e generalizado. Algumas mudanças semelhantes ocorrem nas descrições que as crianças fazem das outras pessoas e na sua compreensão das relações, como as amizades. Essas são cada vez mais entendidas como relações recíprocas, em que a generosidade e confiança constituem elementos importantes. Essas mudanças correspondem às mudanças cognitivas que são encontradas nos mesmos anos, manifestadas por exemplo na reduzida confiança da criança com as aparências.

Embora as crianças em idade escolar gastem menos tempo com os pais do que com os pares, as relações com os pais continuam a ser as mais importantes. No entanto, por esta altura as relações afetivas com os pais tornam-se mais fechadas, com menos manifestações de afecto. Apesar de o apego permanecer sólido.

Por outro lado, as relações com os companheiros tornam-se cada vez mais importantes. O afastamento por género nas atividades de grupo com amigos cresce nestes anos e geral a todas as culturas.

A popularidade começa a ganhar muita importância e a influenciar a própria autoestima. As crianças rejeitadas pelos seus pares têm um maior risco de sofrer de problemas emocionais e comportamentais. Uma baixa autoestima está fortemente associada à depressão infantil.

Os problemas emocionais e de comportamento entre crianças em idade escolar aumentaram desde meados da década de 70. Os transtornos mais comuns incluem ansiedade de separação (como fobia escolar) e depressão infantil. Os stresses normais na infância assumem muitas formas e podem afetar o desenvolvimento emocional.