Crianças e natureza é uma combinação divertida. Mas a relação entre crianças e natureza pode e deve ser pedagógica e de aprendizagem, de crescimento e evolução. É inegável que o convívio com a natureza é essencial para o bom desenvolvimento dos mais novos. É nela que crescem, que se descobrem, que percebem o ciclo da vida e que aprendem a respeitar o meio ambiente. Conviver com as plantas e com os animais, contactar com o sol e com a chuva tem o incrível poder de conseguir acalmar as crianças, aportando-lhes uma maior estabilidade emocional, uma maior paz e tranquilidade.

Como defendem os especialistas, brincar ao ar livre é uma forma de a criança aprender. Por mais simples que seja, cada descoberta possui um valor imenso para os mais novos, ajudando-os a perceber melhor o que os rodeia. Todas as experiências contribuem para que as crianças desenvolvam os sentidos e evoluam, sempre com base no respeito pela natureza. Através do contacto com ela descobrem uma infinidade de cores, de texturas e de cheiros, adquirindo e desenvolvendo competências.

Uma relação a incentivar

De entre todos os benefícios que possam advir do contacto das crianças com a natureza, um destaca-se como de suma importância: a significativa redução dos sintomas de défice de atenção e hiperactividade. É inegável que de há uns anos a esta parte são cada vez mais as crianças a sofrer destas patologias, facto que levou vários especialistas a estudar a sua possível relação com a ausência de contacto com o meio ambiente e com a natureza. São muitos os estudos e as experiências que concluíram que crianças com défice de atenção se concentram melhor após, por exemplo, uma caminhada no parque, e que pequenas doses de natureza diárias melhoram a concentração das crianças nos estudos, ajudando no tratamento da hiperactividade.

Artigo da autoria de Sandra M. Pinto e publicado na revista Kids Marketeer nº9 de Novembro de 2019.