O nome da pessoa pode ser o cartão-de-visita sobre a personalidade de quem estamos a conhecer. Por isso, a fabricante de etiquetas de identificação, My Nametags, foi tentar perceber que estereótipos existem em relação aos nomes mais populares em Portugal.

Maria, Leonor, Matilde, Afonso, Tiago e João são os seis nomes mais comuns em Portugal e a partir desse pressuposto realizou-se um estudo com mais de 1.000 portugueses para se perceber os estereótipos existentes em relação a cada nome.

O que dizem os especialistas

A investigadora e especialista em psicologia clínica, Linda Blair, explica o porquê de existirem estereótipos. Segundo a especialista, esta é «uma das formas de lidar com a sobrecarga de informação», um problema atual, contra o qual um dos mecanismos de defesa é criar estereótipos de nomes «geralmente baseados em figuras públicas e também, muitas vezes, em personagens fictícios de livros ou filmes», refere Linda Blair.

Como consequência, «raramente se baseiam em pessoas do dia-a-dia», pois cada um possui características totalmente diferentes, possivelmente contraditórias, dependendo da situação, pelo que se «constata que esses estereótipos têm pouca relação com as pessoas que se conhecem», acrescenta a investigadora.

Teste aos estereótipos

Para testar esta teoria, a My Nametags realizou uma parceria com a pisicóloga Linda Blair para conduzir uma série de avaliações psicológicas de forma a revelar os traços de personalidade mais dominantes de um indivíduo, num grupo de teste de pessoas com seis nomes. Usando os tipos de personalidade ‘The Big Five’, que são as cinco categorias utilizadas pelos psicólogos para definir a personalidade humana, o questionário pedia a cada um dos sujeitos que se descrevesse a partir do seu próprio ponto de vista, bem como do ponto de vista dos seus amigos e familiares, para se obter uma perspectiva aproximada da sua personalidade.

Os resultados mostraram que, em muitos casos, os estereótipos estavam totalmente errados. Surpreendentemente, considerando a intensidade dos estereótipos, apenas cerca de 30% das pessoas testadas exibiram as características que esperávamos que tivessem.

Linda Blair afirma que «os testes revelaram uma maioria com traços de personalidade contraditórios», o que pode explicar o porquê de tão poucas pessoas viverem de acordo com os seus estereótipos, pois «a tarefa de categorizar os indivíduos de acordo com um estereótipo amplo, especialmente com base em seu primeiro nome é bastante difícil.”

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