Investigadores da Universidade de Bristol e da Universidade de Manchester, no Reino Unido, juntaram esforços e analisaram vários estudos já efectuados sobre o uso de terapias complementares e alternativas para tratar as cólicas dos bebés.

Para já, as conclusões desta equipa é que este tipo de tratamento parece ajudar a confortar os bebés, mas não existe informação suficiente para uma aplicação efectiva de tal solução. A equipa britânica de investigadores analisou 16 estudos sistemáticos que incluíam terapias alternativas como probióticos, fitoterapia (método terapêutico que utiliza plantas), extrato de erva-doce e massagem quiroprática.

A equipa descobriu que a massagem quiroprática, probióticos e o extrato de erva-doce registaram resultados promissores, mas que esses mesmos resultados devem ser tratados com precaução devido a algumas falhas nos estudos. Tudo porque estes estudos foram realizados com amostras pequenas, os resultados diários eram fornecidos pelos pais e, consequentemente, subjectivos, além de que nos estudos com probióticos, em específico, faltavam pesquisas feitas com bebés alimentados com leite de fórmula, o que é significativo, uma vez que este produto já contém probióticos.

Rachel Perry, uma das investigadoras da Universidade de Bristol, a propósito deste estudo explica que “muitos pais sabem o quão angustiante é cuidar de um bebé com cólicas. Mas os médicos não conhecem as causas das cólicas, o que dificulta o tratamento. Esta lacuna no conhecimento médico convencional leva muitos pais a tentar terapias alternativas”.

Ao que acrescenta “a nossa avaliação mostra que alguns tratamentos, nomeadamente os probióticos, extrato de erva-doce e massagem quiroprática, parecem ajudar, mas os estudos feitos até ao momento não tiveram dimensão suficiente ou foram projectados para garantir resultados incontestáveis”.